
Felicitações e obrigado ao Rui Costa e ao Henrique Fialho, e um agradecimento muito especial ao Rui M. Amaral.




(...) Chegamos por fim às terras da Capadócia. Estamos exaustos. Guardei algumas gomas de combate e estou pronto para me bater na linha da frente. Acordei com gotas da chuva que caíam pesadas sobre a tenda. Antes de metermos os pés ao caminho, Mahmud olhou para o céu e disse-me que Deus estava a lavar e bater as vestes dos monges e dos cantores sufi. A sua roupa também devia ser purificada.
- Caem então aguaceiros quentes nestas terras áridas que o dilúvio fustigou há muito, muito tempo - acrescentou sem nunca me dirigir o olhar.
Não me restam dúvidas, meu amigo: Mahmud é o turco mais estranho que já conheci. (...)
P.A.




Há uma inexplicável aura divina em torno daqueles mineiros sujos da ex-URSS que saem ilesos após um colapso das galerias. Como se a vida, milagrosamente, lhes fosse reiniciada. Como se Ele fosse contra a prateleira das partituras dos Vivos e dos Mortos e, desastradamente, juntasse tudo no mesmo arquivo e se desculpasse: "Meu Deus, que a Morte seja cega e surda!".












It's pure Madness, again and again.
"(...) A palavra «portugalizar» não é uma calunia. A Inglaterra guia-nos pelo labirinto da política internacional como um cicerone da Cook; a Inglaterra zanga-se, põe-nos de castigo e dá-nos torrões de assucar, em forma de "visita de esquadra" como os tutores fazem aos pupilos, segunda as suas travessuras ou os seus juizos. A Inglaterra faz mais: a Inglaterra, atravez "o professor" que a representa em Lisboa, escreve cartas aos jornais, premiando ou reprovando as campanhas que no jornalismo se iniciem.(...)"