quarta-feira, dezembro 05, 2018


quinta-feira, novembro 29, 2018




Este tema tem o alto patrocínio da Maçonaria. Tenho quase, quase a certeza. A letra não engana.

sexta-feira, novembro 23, 2018

Em algumas peças de bordado, o lado que fica escondido é bastante diferente do lado que fica visível. Na frente, tudo é simétrico, colorido, bonito. Atrás, nem sempre é assim.
A minha professora de Têxteis dizia-nos que o lado tapado, a parte escondida da peça, deveria ficar o mais semelhante possível ao lado exposto, à parte para decoração.
Todos temos um elemento de duplicidade. O tempo acentua essa duplicidade até ficar insuportável.
Nem tudo é suposto estar na frente.
A uma determinada altura, vemo-nos obrigados a virar o lindo pano bordado e ver o que temos oculto, a parte menos bonita. Creio que aprendemos sempre algo com as pontas de fio soltas, com o "feio". Julgo que, deste modo, ficamos finalmente conscientes da peça toda. Poderá levar algum tempo, no entanto.

quarta-feira, novembro 21, 2018

O primeiro pensamento que me caiu em cima hoje de manhã ao acordar:

"Vais ligar ao Manuel Luís Goucha. Vais elogiar-lhe as fatiotas e propor-lhe redigir a biografia em jeito de ghost writer. Vais encontrar-te com ele numa grande estação ferroviária (ia usar o galicismo "gare" mas arrependi-me), tomar um capucino e pedir-lhe para falar sobre a sua vida antes da Cristina."

E é assim que se começa o dia.

sábado, novembro 03, 2018

quinta-feira, novembro 01, 2018

Mamoudou, o mauritano


Ando arredado deste blogue porque estou a atafulhar a minha cabeça com números e lentes.
As minhas desculpas ao meu único e estimado leitor que me segue da Mauritânia.
Mamoudou, o mauritano, vive numa aldeia a norte do intrigante "olho de África".
Confessou-me que gosta muito de Barry White e Sade (a cantora) e que se orgulha do seu passado de Atlante. O seu sonho é conhecer o Algarve de sotavento e barlavento e passar um mês num resort de "papo para o ar". Lê avidamente J. L. Borges e dispensa Pessoa porque acha-o muito chato e "previsível".
Mamoudou, o mauritano, pediu-me para escrever este pequeno texto para o único leitor deste blogue.
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terça-feira, outubro 23, 2018

Armistício

Hoje sonhei com o Marechal Foch.
Estava na sala de espera de uma destas modernas clínicas dentárias. Foch chegou, tirou as medidas à sala e olhou para mim durante uns bons dois minutos. Depois, sentou-se a meu lado (a sala estava praticamente vazia) e perguntou-me que horas eram.
- São três e vinte, meu General, disse-lhe.
Foch ainda não tinha sido distinguido com o posto de marechal.
- Está na hora, meu rapaz.

Sim, o momento chegou. Estou pronto para assinar o Armistício com a minha mente.