terça-feira, junho 21, 2005

Cravo



Não sei quando começou nem quando acabou, mas creio que passei quase três horas naquele estado letárgico à espera de algo esclarecedor e brilhante no fim. Foi algo hipnótico, extra-sensorial, isso posso garantir-vos. Lembro-me apenas da melodia de um cravo que ia e vinha ao sabor de um vento caprichoso. Pela maneira como tocava, o autor seria alguém que queria amaciar a alma ou penitenciar os seus próprios pecados. Era o complemento musical ideal para o objecto da minha atenção naquela tarde inesperada.