Um banco.
Um banco de jardim onde nos sentamos. Para descansar, pensar, apreciar. Ou um banco para apenas ser.
Um banco que num futuro não muito longínquo irá ser bem mais proveitoso do que um banco financeiro. As amarras sócio-culturais da moeda e do papel-moeda. Pôr dinheiro no banco a render, aqui está seguro. Amealhar, poupar. A ideia de cofre. O que nos conduziu a estes conceitos tão estranhos? Quero batatas. Aqui tens um pedaço de papel certificado por um banco nacional. Ou um cartão de plástico com um design incrível. Quem são estas instituições ditas credíveis que têm tamanho poder sobre nós?
Mas a minha relação com o dinheiro é ambígua. Gosto de ter dinheiro (utilizo muito a palavra "guito") para gastos, não sou assim tão lírico; ao mesmo tempo, sinto um certo desprezo pela dependência que gera.
Bom. Por momentos, fui próspero neste banco de jardim. Por breves instantes, fui Whitman em vez de Rockefeller.
