V
E N E
Z
A
Labiríntica. Misteriosa. Decadente. Imponente. Sedutora.
São Marcos. Palácio Ducal. Rialto. Ponte dos Suspiros. Tintoretto. Madonna dell’Orto. Ca’ Dario. Palazzo Grassi. Thomas Mann. Santa Maria della Salute. Ticiano. Gran Canal. Vidro de Murano. Lido. Máscaras.
Etc.
Talvez a única cidade italiana que pode rivalizar com Roma. Ou Florença.
Os melhores pickpockets do mundo e hordas de turistas insaciáveis por fotos.
Veneza pode ser uma experiência magnífica ou esmagadora. Para além das cúpulas e mosaicos de São Marcos e do túmulo do Tintoretto (por motivos diferentes), levo no coração um encontro que tive com um velho casal belga. Isto é, ela era belga, dava para ver que já foi muito bonita; ele era português do bairro da Graça que já estava radicado na Flandres há quase cinquenta anos. Octogenário, usava andarilho e tinha um olhar cansado mas meigo. Perguntei-lhe se precisava de ajuda mesmo em frente à Ponte dos Suspiros. Tinham vivido em Milão durante sete anos e estavam em Veneza por causa da Bienal.
A vaga inclemente de calor húmido que pairou sobre Itália castigava tudo e todos. Nunca suei tanto na minha vida. Deixei o meu suor sobre a água dos canais. Veneza também ficou com uma recordação minha.