Embrenhado ainda naquilo que ando ainda a investigar, arquitectura religiosa de Entre-Douro e Minho, sinto que tenho de diminuir a passada mental; a minha cabeça parece que tem batentes de metal por fora que são usados de forma compulsiva. Como sou um ser espiritual (todos somos na verdade), acredito que sejam os meus mentores ou obsessores que gostam de me bater com força ou delicadeza, dependendo do lado. Isto até poderia ser uma boa imagem ou metáfora se não fosse verdade.
Uma das coisas em que estou a ficar bom nos últimos tempos é reconhecer ou prever que determinado encontro/reunião/serviço/jantar vai correr mal. Foi o que aconteceu ontem. Fui convidado para um jantar de amigos (um evento suburbano e familiar, muito entediante) e respondi à altura do meu anfitrião que é o tipo mais passivo-agressivo que conheço. Respondi com pura agressividade, nada passiva, creio que já estava um pouco "tocado" e a coisa ficou feia. Tudo por causa dos miúdos que se chatearam. Não tenho paciência para adultos que ainda não cresceram. Além disso, o tipo tem uma risada que parece uma ratazana a ser atropelada. Cerrei tanto os dentes que parece que ia partindo os incisivos.
Dizem que somos espelhos uns dos outros, não é? Talvez o tipo, o dono da casa, cumpra aqui uma função: talvez seja um reflexo de um espelho emocional retorcido que tenho dentro de mim e que preciso de trabalhar. Ou isso, ou é apenas um tipo irritante.
O arroz de marisco estava bom, no entanto.