Grândola, Melides, Ferreira do Alentejo, Beja.
Planícies, oliveiras, sobreiros, pinheiros. Mais planícies. Toda esta imensa paisagem cinematográfica que não cabe no nosso campo visual. Nunca estamos preparados para o Alentejo. Somos sugados pelo céu azul e por longas rectas de abóbadas verdes. Uma náusea de beleza que em vez de me enraizar, torna-me um pouco mais dissociado. Povoações paradas na tempo, bastantes casas abandonadas. Canal Caveira. "Paris-Texas" à alentejana. Rostos queimados pelo sol, brutos e vermelhos. Traços celtas e mouros, tudo misturado. Beja foi uma boa surpresa, pena o museu sta. Leonor estar fechado para remodelação. A Sé tem azulejos da "fase dos mestres" muito bonitos.
Amanhã, Comporta. Um outro Alentejo.

