É curioso que de tanto ler textos sobre conflitos, rixas, conspirações, a minha mente se torne - às vezes - num campo de batalha.
Quando me sinto atolado nos próprios pensamentos de pouca fé (que expressão tão bíblica), vem um cavaleiro paladino ou até um arqueiro de luz resgatar-me. Eles dão-me o seu braço e puxam-me para fora da cova enlameada.
Ou então, quando tudo parece "irremediavelmente perdido", sinto uma leveza ou uma sustentação luminosa que me conduz para fora das trincheiras. A nossa mente, por vezes, ama testar-nos, adora catastrofizar o dia.
Não sente isso, caro leitor? Serei o único nesta paróquia a chamar os bois pelos nomes?
Mas a força que vem de dentro, do coração, está sempre lá, mesmo que seja moída por pensamentos-ninja. Apelido-os de "ninja" porque são sorrateiros, dissimulados, furtivos. Nos videojogos, diz-se "modo stealth". Quando menos espero, sabotam-me e fazem de tudo para enfraquecer a minha força, a minha vitalidade. Também penso que poderá ser uma forma que o Universo encontrou para me fortalecer face a batalhas futuras.
Oh, isto soou tão Alexandre Herculano, tão Walter Scott, mas em versão light mainstream. Em boa verdade, sou mais diletante, mais dandy do que austero, disciplinado.
Tenho a certeza que seria um sucesso de vendas se investisse numa escrita de fôlego, de maratona, como, por exemplo, um romance histórico de 556 páginas a falar sobre a Batalha de Toro ou algo parecido.